domingo, 17 de fevereiro de 2013

@Verdade online: Teatro comunitário solidariza-se com as vítimas das cheias

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Teatro comunitário solidariza-se com as vítimas das cheias
Feb 17th 2013, 10:55

Os Grupos de Teatro Makwero e Amizade realizaram na tarde de hoje, sábado, 16 de Fevereiro, a apresentação da peça teatral Kuphanda e Romeu e Julieta, num evento que decorreu na Casa da Cultura do Alto Maé, em Maputo, a fim de angariar bens em prol das vítimas das cheias no país.

Ao que tudo indica, se os responsáveis da Casa da Cultura não tivessem colocado o teatro daquele recinto cultural, muito tarde, a campanha dos Grupos de Teatro Makwero e Amizade – a fim de angariar bens materiais para beneficiar as vítimas das cheias no país – teria sido muito mais produtiva.

É que de acordo com a informação disponibilizada ao público, no Teatro Mapiko da Casa Velha, a actuação do teatro Makwero devia ter iniciado as 14horas, razão que fez com que os actores daquela colectividade artística se fizesse presentes no local ao meio dia, como forma de ganhar tempo para adequar o espaço à obra de teatro Kuphanda. Sucedeu, porém, que – de uma actividade cujo início havia sido marcado para arrancar as 14 horas – os actores só tiveram acesso á sala 15 horas.

O impacto da situação é que parte significante que se havia programado em função do horário inicial não esperou, como aconteceu com os artistas, para que se abrisse a sala. Parte significante do público viu-se obrigado a procurar outras ocupações.

Já sem um grande público, a peça Kuphanda foi apresentada alguns minutos depois das 16 horas, ao passo que os protagonistas da peça Rimeu e Julieta – na versão moçambicana – do Teatro Amizade entraram em cenas as 17horas e 30 minutos.

De qualquer modo, perto de 50 pessoas – na sua maioria jovens de ambos os sexos – assistiram ao Kuphanda. Do que se sabe sobre a Kuphanda? Em cena, tem-se três crianças – Danito, Tomás e Crescêncio – todas com 15 anos de idade, alunos da 9ª calasse, com um domínio de representação cénica e de imaginação invulgar.

Na cena, as crianças que falam de todos os problemas que apoquentam aquela camada social – decorrentes da instabilidade no seio da família que se alastra por todo um espaço social – é como se quisessem rebelar-se com o facto de, de forma teimosa, serem chamadas "flores que nunca murcham".

Os petizes, cada uma com a sua história peculiar, experimentam uma situação deplorável similar àquela que se passa quando alguém é abandonado (à sua sorte) pelos pais na rua.

Ao que tudo indicou – se o público esteve do princípio até ao fim do espectáculo em sincronia com os actores, ovacionando-os – o impacto destas actuações não somente se limita ao objectivo específico daquela ocasião, a necessidade de angariar bens para prestar actos de filantropia a quem mais necessita, mas, acima de tudo, é que constituem um espaço público, em que pessoas de todas as idades – sem nenhum tabu – discutem os problemas sociais por si vividos de diversas maneiras.

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