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domingo, 18 de novembro de 2018

Mesquita defende partilha de infraestruturas entre as operadoras de telecomunicações

O ministro dos Transportes e Comunicações defende a necessidade de as operadoras de telefonia móvel partilharem as infraestruturas de telecomunicações, como forma de reduzir custos de investimento e, consequentemente, praticar tarifas acessíveis ou competitivas para o cidadão.

Carlos Mesquita, que falava, na quinta-feira, 15 de Novembro, em Maputo, no decurso da gala por ocasião da celebração do 15º aniversário da Vodacom Moçambique, sustentou que o Governo augura das telecomunicações a competição pela qualidade do serviço prestado e não na duplicação de esforços na construção de infraestruturas já existentes ou desnecessárias.

“Com a nova dinâmica, a nossa meta deve ser a provisão de serviços de telecomunicações a toda população do País, independentemente da sua localização geográfica”, indicou, ajuntando a respeito, que o Fundo de Serviço de Acesso Universal (FSAU) desempenha um papel importante na provisão de serviços de telecomunicações em áreas não comercialmente viáveis. A introdução urgente do serviço 4G (4ª Geração) à escala nacional e a melhoria da tecnologia para proporcionar melhor qualidade de serviço devem ser, conforme realçou o governante, uma aposta permanente dos operadores de telecomunicações.

Na sua alocução, Carlos Mesquita referiu-se ainda à liberalização do mercado de telefonia móvel, no País, que trouxe resultados encorajadores, com destaque para a rápida expansão da rede de telecomunicações em todo o território nacional, bem como a melhoria da acessibilidade, qualidade e diversidade dos serviços prestados nesta grande indústria.

“Com a significativa e decisiva intervenção da Vodacom, o País conta hoje com uma vasta rede de comunicações, que liga todos os distritos prosseguindo a expansão para os postos administrativos e localidades”, frisou Carlos Mesquita. Com a expansão dos serviços de telecomunicações, o País registou uma autêntica revolução tecnológica, cujos impactos positivos são incomensuráveis em áreas como a banca, comércio, educação, entre outras.

Não obstante o sucesso alcançado, o ministro avançou que o Governo pretende continuar a reflectir sobre os desafios que este sector precisa de ultrapassar, renovando desde já a imperatividade do seu cumprimento. Do conjunto dos desafios, Carlos Mesquita mencionou a melhoria da fiabilidade e qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, a prestação de atenção especial às novas e exigentes tecnologias do mercado para a satisfação contínua dos utentes dos serviços das telecomunicações e a protecção dos utilizadores de telecomunicações no concernente à segurança cibernética.

“O facto de estarmos todos em rede traz grandes benefícios, mas também são vários os riscos a que nos expomos. Os crimes cibernéticos como o acesso não autorizado aos nossos dados pessoais, o abuso de menores, entre outros malefícios, são questões que devem encontrar resposta por parte das operadoras de telecomunicações e não só”, concluiu o governante.



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