quarta-feira, 7 de junho de 2017

Interoperabilidade: o calcanhar de Aquiles das carteiras móveis

Foto de Fim de SemanaO Standard Bank considera a interoperabilidade um dos maiores desafios no desenvolvimento e digitalização dos sistemas financeiros, particularmente os pagamentos electrónicos, em Moçambique.

O estabelecimento de uma conexão efectiva entre diferentes sistemas financeiros vai permitir a redução dos custos de operação, ampliação das comunicações entre os bancos e seus clientes e tornará ainda as empresas mais eficientes, segundo sustentou Alexandre Nhantumbo, responsável pelos Canais Digitais no Standard Bank, durante um TechTalk, na 4ª edição da MozTech, realizada recentemente em Maputo.

“O nosso País tem ainda muito por fazer no âmbito da interoperabilidade, cuja implementação representa uma solução para a melhoria da prestação de serviços financeiros e a inclusão financeira”, destacou o gestor bancário na sua intervenção.

Argumentou ainda que cada banco que opera no País desenvolveu isoladamente a sua própria carteira móvel, sobretudo os principais bancos do mercado, havendo agora a necessidade de se sair deste isolamento, fazendo com que os sistemas se comuniquem entre si.

“Não existe ainda no nosso País uma plataforma que permita a comunicação entre as várias carteiras móveis, pois a rede da Sociedade Interbancária de Moçambique SA (SIMO) faz somente a interligação dos diferentes bancos comerciais, através dos cartões, caixas multibanco e POS”, sublinhou Nhantumbo. Entretanto, conforme sustentou Alexandre Nhantumbo, mesmo entre as carteiras móveis das empresas de telefonia móvel, m-pesa (Vodacom), m-kesh(mcel) e e-mola (Movitel), que representam o dinheiro digital e uma nova maneira de estar, também não existe ainda interoperabilidade.

“Um cliente duma determinada carteira móvel não pode ainda transaccionar ou fazer pagamentos, a alguém que possua carteira móvel de uma outra operadora. Para isso, teria que ir a uma ATM levantar o dinheiro físico e efectuar o pagamento”, explicou.

Na sua opinião, se existisse interoperabilidade entre as carteiras móveis, não seria necessário levantar dinheiro físico numa ATM para fazer pagamentos, facto que contribuiria para a redução de custos de operação para os bancos comerciais, particularmente no que respeita à circulação de valores que acarreta custos elevados, resultantes do seu transporte, segurança, entre outros aspectos.

Foi neste contexto que – segundo realçou - o Standard Bank e o m-pesa estabeleceram o primeiro acordo, no País, no quadro da interoperabilidade das instituições bancárias e de telefonia móvel. Este serviço permite que os clientes m-Pesa transfiram dinheiro das suas contas para qualquer conta do Standard Bank e vice-versa.



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