quinta-feira, 29 de junho de 2017

@Verdade Editorial: Está nas nossas mãos!

Como moçambicanos, depois de termos recebido e lido o tão esperado sumário executivo da Auditoria realizada pela Kroll às contas das empresas estatais criadas hábil e especificamente para roubar o povo, uma conclusão se chega: a cumplicidade da Procuradoria-Geral da República nos casos de corrupção no país não tem limites. Assim como não tem limites o Governo da Frelimo, que há 42 anos de independência do jugo colonial tem estado a roubar os moçambicanos.

O nível de promiscuidade em que a nossa Procuradoria chegou é caso para exclamar: que país é este no qual nem as instituições do Estado que deveriam garantir que as leis sejam cumpridas são capazes de agir! Que país é este em que os órgãos de justiça optam por fazer de conta que nada está acontecer! Quando era de esperar que, depois do relatório mencionar os nomes do sujeitos que empurraram o país para o abismo, a Procuradoria- Geral da República agisse imediatamente, eis que, em vez disso, continua de olhos cerrados e ouvidos moucos. Até custa crer, mas a realidade se nos impõe.

Tudo indica que a Procuradoria só divulgou o relatório para os moçambicanos verem, os doadores aplaudirem e para dar a impressão de que está preocupada com a corrupção que grassa no Aparelho do Estado. Na verdade, com essa atitude, a Procuradoria pretende é continuar a entreter e desviar as atenções das populações deste país.

A verdade é que os moçambicanos foram escandalosamente roubados por um bando de indivíduos que continuam impunes e a cantarolarem que ainda não leram o relatório. Diante dessa situação, os moçambicanos têm uma oportunidade histórica de mudar o curso do país. Apesar de neste momento seja complicado parar este navio que vai em direcção a desgraça, não está ainda tudo irremediavelmente perdido. Os moçambicanos têm hoje a oportunidade de sair à rua, do Rovuma a Maputo e do Zumbo ao Índico, para forçar o regime da Frelimo a sair do poder, antes que seja tarde.

Portanto, está claro que este golpe de asa depende inteiramente dos moçambicanos. Não devemos esperar pela Procuradoria-Geral da República, pois ela está ao serviço do crime organizado. É preciso acordar, sair dessa inércia e ousarmos agir com determinação e, muito menos, sem medo de repreensão. Não só por essa burla qualificada, mas por toda injustiça social e económica que é nos imposta pelo Governo da Frelimo há 42 anos.



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