segunda-feira, 3 de julho de 2017

Policiais e enfermeiras condenados por prática de corrupção em Inhambane

Seis agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram condenados a penas de prisão maior por receber dinheiro para facilitar a migração ilegal de cidadãos de nacionalidade etíope, na província de Inhambane, onde duas enfermeiras não escaparam, também, da “mão dura” da Justiça por exigir dinheiro para atender pacientes. Num dos casos, uma das vítimas nasceu um bebé sem vida.

Os membros da Polícia apanharam dois anos de prisão, na cidade da Maxixe. Em Abril passado, eles foram corrompidos com 95 mil meticais para permitir que 10 etíopes, disfarçados de mancebos, seguissem viagem num autocarro que transportava jovens de Cabo Delgado para o Centro de Instrução Militar de Munguíne, em Maputo.

As autoridades judiciais condenaram igualmente o condutor e o ajudante do autocarro em causa.

Ainda em Inhambane, duas enfermeiras de saúde materno-infantil, afectas ao Centro de Saúde de Muelé, foram condenados por cobraram 900 meticais para atender uma parturiente.

Elas praticavam estes casos de forma reiterada, de tal sorte que, certa vez, uma mulher teve complicações de parto por ter sido deixada à sua própria sorte porque antes de beneficiar do atendimento devia procurar dinheiro para ser atendida.

Consequentemente, o bebé nasceu sem vida e na tentativa de ocultar o caso e obstruir possíveis investigações, as enfermeiras rasgaram o processo clínico da senhora, trocando-o por um outro com dados falsos.

Para além de cumprir 10 anos de prisão, o Tribunal Judicial da Cidade de Inhambane (TJCI) determinou igualmente que uma das visadas está expulsa do aparelho do Estado.

À outra ré coube uma pena de sete meses de prisão.



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