quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Malária ainda impõe trabalho árduo à Saúde mas tende a matar menos

As mortes por malária, um dos principais problemas de saúde pública em Moçambique, reduziram de 2.467, no ano antepassado, para 1685, no ano findo. Porém, há muito trabalho ainda por fazer nas comunidades para evitar o aumento do contágio, que entre os dois períodos em analise engrossaram de 5.800.733 casos para 6.191.260. No que tange à diarreia e cólera, houve diminuição, quer nas mortes, quer nas contaminações.

Dados fornecidos ao @Verdade, pela Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP), sugerem que nas províncias de Tete, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa, persiste a elevada prevalência do parasita que provoca a malária. Ou seja, a população continua a “meter a cabeça na areia” quando o assunto é prevenir a malária.

Em 2015, a província mais quente do país registou doentes do 367.535 de paludismo e 261 óbitos. Estes baixaram para 65, no ano seguinte, mas o número de infecções disparou para 391.689 casos.

Zambézia o contágio passou de 951.239 enfermos e 401 mortes para 1.166.871 e 287 óbitos, entre os dois períodos em análise.

No maior círculo eleitoral do país, província de Nampula, as autoridades de saúde conseguiram reduzir os óbitos por malária, de 929, em 2015, para, 640, em 2016.

Todavia, foi impossível controlar o aumento de infecções, de 1.310.990 para 1.499.355 no período em alusão.

Em Cabo Delgado não foi também possível travar o aumento de mortes de 152 para 185 e o contágio de 487.027 pacientes para 707.944.

No Niassa, as autoridades sanitárias registaram 188 mortes por malária, em 2015, contra 181, no ano seguinte. A par de outros pontos do país, o número de infecções passou 443.124 doentes para 621.246.

Contudo, de Manica à cidade de Maputo, houve uma redução de vítimas mortais, bem como de doentes.

Houve progressos no controlo da diarreia

Relativamente à diarreia, Tete e Zambézia (excepto Sofala, Inhambane e Gaza) são as únicas províncias que conheceram uma subida de casos de diarreia entre 2015 e 2016, quer de óbitos, que de novas contaminações.

A primeira província passou de 92 mortes para 96, resultantes de um aumento de 103.931 enfermos para 109.021. A segunda registou 80 óbitos, contra 111, devido à subida de 82.527 doentes para 106.080.

Apesar de Sofala ter trabalhado com vista ao não aumento de infecções por diarreia, não pôde conter a subida de mortes, de 41 para 123, entre os dois períodos em comparação.

Depois de registar 14 e dois óbitos, em 2015, Inhambane e Gaza registaram, no ano passado, 13 e quatro mortes a mais por diarreia.

No que diz respeito à cólera, a capital moçambicana não esteve isenta desta doença que se considera resultar de mãos sujas. De uma vítima mortal em 2015, passou para dois no ano seguinte, e aumentaram, também, os doentes de três para 23.

As restantes províncias, para além de não terem registado nenhum óbito no ano passado, conheceram uma redução significativa desta enfermidade, que continua a exigir esforços redobrados para a sua erradicação.

DNSP diz que há melhorias na higiene

De acordo com a DNSP, a diminuição dos óbitos está ligada à prontidão na assistência médica e a população está cada vez mais consciente de que em caso de alguma das doenças acimas referidas ou de outro tipo, deve “procurar o mais rápido os serviços de saúde”.

Aquela instituição do Estado disse ainda ao @Verdade que há melhoria no que tange à “higiene pessoal e colectiva, ao uso de redes mosquiteiras, à construção e uso de latrinas, à eliminação de charcos à volta das casas, à lavagem das mãos depois de usar a latrina e antes de preparar as refeições e à aceitação da pulverização intra-domiciliária.

Para além disso, os Agentes Polivalentes Elementares (APEs) também contribuem para o decréscimo da taxa de contaminação e mortalidade por malária, diarreia e cólera, uma vez que estão posicionados junto das comunidades e actuam rapidamente com vista a evitar que a enfermidade se agrave.

Com as campanhas sistemáticas de educação para saúde nas comunitário, segundo aquela entidade, contribuem para a mudança de comportamentos em relação a sua saúde individual.

“A capacitação periódica dos técnicos de saúde ajudam também na melhoria da assistência médica para que esta tenha melhor qualidade”, o que assegura evitar o agravamento dos doentes e das mortes.



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