segunda-feira, 9 de julho de 2018

Al Shabaab moçambicano volta a decapitar em Cabo Delgado

O Al Shabaab moçambicano voltou a decapitar civis na província de Cabo Delgado após quase duas semanas de interregno, período no qual o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, visitou a Região nortenha do país do sul de África e apelou aos residente locais: “São jovens que vocês conhecem, denunciem para muito rapidamente nós podermos controlar essa situação”.

Grafismo de Nuno TeixeiraO mais recente ataque confirmado, por fontes não oficiais, aconteceu na noite de sábado (07) para domingo (08) na aldeia de Macanca - Nhica do Rovuma, no posto administrativo de Pundanhar, no distrito de Palma, onde quatro cidadãos foram assassinados e as suas cabeças cortadas. Um outro cidadão civis ficou ferido com gravidade. Há registo de pelo menos cinco residências queimadas.

Outros relatos não confirmados por fontes oficiais dão conta de um outro ataque a uma viatura de carga com seis ocupantes algures no distrito de Macomia na sexta-feira (06). O condutor da viatura foi ferido pelos tiros disparados pelo grupo de homens na posse de armas de fogo e catana. No local as Forças de Defesa e Segurança encontraram uma cabeça decepada. A viatura foi incendiada pelos atacantes.

Estes são os primeiros ataques registados no mês de Julho, o último ataque com registo de vítimas mortais aconteceu a 22 de Junho na aldeia de Lalane, no distrito de Palma, onde seis pessoas foram assassinadas, um do sexo feminino e uma delas carbonizada.

Esse ataque aconteceu poucos dias antes da visita do Presidente de Moçambique à província de Cabo Delgado onde num discurso proferido no distrito de Palma apelou aos residentes: “Jovens que estão aqui a me ouvir, não é verdade isso que dizem que você morre na terra e vai viver bem lá (no céu) … matando o seu pai, queimando a casa do pai”.

Filipe Nyusi desmentiu o argumento de alguns malfeitores que justificam os seus actos hediondos alegando que a sua intenção é impor uma religião muçulmana vernácula.

De acordo com académicos moçambicanos esta organização armada, que os locais apelidam de Al Shabaab por agrupar jovens e vem protagonizando ataques desde Outubro de 2017, e só este ano já assassinou pelo menos 57 civis, embora faça propaganda de uma alegada recuperação dos valores tradicionais do islão na verdade só pretende criar instabilidade nesta província do Norte de Moçambique rica em recursos minerais e hidrocarbonetos para propiciar os negócios ilícitos dos seus líderes.



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