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domingo, 29 de julho de 2018

Autárquicas 2018: António Muchanga é cabeça-de-lista da Renamo para Matola

O rotulado “descomedido” deputado da Assembleia da República (AR), António Muchanga, é o cabeça-de-lista da Renamo no Conselho Autárquico da Matola, para as eleições autárquicas de 10 de Outubro deste ano, e terá como adversários o colega parlamentar Silvério Ronguane, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), e outro candidato da Frelimo, a ser indicado nos próximos dias.

Matola, cidade considerada colosso industrial, é gerida pela Frelimo e tem como edil Calisto Cossa, eleito em 2013.

António Muchanga foi indicado cabeça-de-lista na última sexta-feira (27), num evento decorrido na Matola e que serviu também para eleger Jeremias Cumbe, para o Conselho Autárquico da Namaacha.

João Marissane, outrora vogal da Comissão Nacional de Eleições (CNE), foi eleito cabeça-de-lista para Boane e Carvalho Bembe, para Manhiça. Este último considerou que o desafio na autarquia para a qual foi indicado é acabar com a expropriação de terra.

Muchanga manifestou vontade de arrancar a gestão da edilidade da Matola das mãos da Frelimo. Segundo ele, se tal acontecer vai acabar com o que considera construção de estradas com baixa qualidade.

No seu entender alguns edis que governaram Matola reabilitaram a mesma estrada, porque é usada como isca para amealhar votos dos munícipes.

“Esta brincadeira vai parar. A outra coisa que vai parar é a destruição de casas sem que as pessoas sejam ressarcidas”, afirmou Muchanga.

Em 2015, os municípios de Maputo, Matola, Tete e Nampula intensificaram campanhas de demolição de residências e outras infra-estruturas presumivelmente erguidas em lugares inadequados. O facto deixou as vítimas num turbilhão de nervos.

Na altura, Carmelita Namashulua, ministra da Administração Estatal e Função Pública, manifestou a sua indignação, e considerou que essas medidas resultavam de decisões mal tomadas e “acarretavam enormes prejuízos ao Estado” e às pessoas afectadas, o que podia, um dia, levar ao “pagamento de indemnizações”.

A governante questionou onde estavam as lideranças dessas autarquias quando os munícipes edificaram as suas casas.

“O cenário que se vive nas nossas cidades em virtude de demolições é preocupante. Não se justifica que em alguns casos, tendo havido autorização” pelo município para a edificação de edifícios “os órgãos se limitem a observar impávidos e serenos ao crescimento de obras em lugares impróprios, à luz do dia, e após a sua conclusão apareçam a dizer que elas são ilegais e devem ser demolidas”, explicou a ministra.

André Magibire, mandatário da brigada central da Renamo, disse: “nós temos que desenhar uma estratégia, a partir de já, de protecção do nosso voto. Temos que seguir o exemplo dos colegas de Nampula”.



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