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domingo, 29 de julho de 2018

Membro da Polícia assassina criança em Dondo e é condenado à pena suspensa

O Tribunal Judicial do Distrito de Dondo condenou, na sexta-feira (27), um membro da Polícia da República de Moçambique (PRM) à pena suspensa de um ano e dois meses, por assassinato de uma criança de 14 anos de idade e ferimento grave de um jovem de 24 anos, em Julho de 2017, no distrito de Dondo, província de Sofala.

O tribunal considerou que o homicídio foi involuntário, pese embora ter ficado provado que o agente da lei e ordem foi negligente.

O facto ocorreu num mercado, algures no bairro de Mafarinha, quando um grupo operadores de táxi com recurso a triciclos, vulgo de “txopela”, e populares pretendiam linchar dois presumíveis ladrões, que até à data do julgamento não tinham sido localizados.

O malogrado dirigiu-se ao referido mercado para comprar mandioca, a mando dos pais, para o pequeno-almoço. O tiro atingiu-lhe já com os tubérculos na mão e prestes a regressar à casa.

Segundo a juíza Áuria Chicamisse, ao examinar-se os resultados da perícia, atinentes à morte do menor e ferimento do jovem em alusão, atingido pelos projécteis disparado, “a uma distância de 10 metros, depreende-se que o réu foi negligente ao não tomar as providências necessárias” para evitar a tragédia e ofensa.

A pena a que o policial está condenado foi suspensa e substituída por multa de 600 mil meticais, dos quais 100 mil para o jovem sobrevivente e 500 mil para a família do finado.

O referido assassinato, cuja justiça foi feita na semana passada, não é o primeiro em Sofala, protagonizado por elementos da PRM. O @Verdade já reportou vários, cujo desfecho é ainda desconhecido.

Por exemplo, a 11 de Janeiro de 2017, uma criança de 10 anos de idade morreu vítima de bala disparada por um membro da corporação, durante uma operação que supostamente visava recuperar bens roubados, no bairro da Munhava, na cidade da Beira.

Na altura, o autor do tiro, afecto à 11ª. esquadra e cuja identidade não foi revelada, colocou-se em fuga deixando a criança e a família da mesma à sua própria sorte.

A 23 de Setembro de 2016, um agente com a categoria de 2º cabo, afecto à 3ª esquadra, tirou a vida de uma criança de apenas três anos de idade, identificada pelo nome de Chocolate Armando, no bairro de Matacuane.

Em vez de prestar assistência à vítima, o policial fugiu mas em pouco tempo foi preso.

Para além disso, em Fevereiro de 2016, um outro policial disparou mortalmente contra um taxista de moto-táxi, vulgo txopela, defronte das barracas sitas naquela zona.

O malogrado foi morto por se julgar que tinha gravado imagens de dois agentes da Polícia embriagados, discutindo na barraca devido uma desavença no pagamento do álcool que ambos tinham consumido, fardados e armados.



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