domingo, 21 de maio de 2017

Madeira cortada em período de defeso aprendida em Nacala-Porto

Três contentores de madeira do tipo pau-ferro, prestes a serem exportados ilegalmente para a China, foram, mais uma vez, confiscados em Nacala-Porto, na província de Nampula. Trata-se de madeira cortada num período de defeso especial e que chegou ao local de exportação com base numa declaração falsa, dando conta de que era castanha de caju.

No total eram cinco contentores com madeira ilícita, dois dos quais foram exportados em Janeiro passado e os restantes continuaram em solo moçambicano porque na altura não foi possível levá-los até ao navio.

A madeira em questão passou dos postos de fiscalização com base em documentos falsos, o que leva a presumir que os fiscais foram aliciados e fizeram vista grossa.

Uma fonte das Alfândegas em Nacala-Porto disse ao @Verdade, telefonicamente, que para enganar as autoridades, os proprietários da mercadoria em alusão declararam tratar-se de castanha de caju. Contudo, a equipa de fiscalização detectou alguma anomalia e ordenou a abertura dos contentores.

Surpreendentemente, o que se alegava ser castanha de caju era pau-ferro, uma espécie que, segundo as autoridades governamentais, é rara na província de Nampula e só pode ter sido obtida fraudulentamente na Zambézia.

O Governo moçambicano proibiu a exploração e exportação de pau-ferro, por cinco anos, por se encontrar em perigo de extinção. Contudo, apesar da proibição, os donos do pau-ferro apreendido em Nacala-Porto mandaram passear o Executivo e fizeram das suas. Por conseguinte, eles incorrem a uma multa de um milhão de maticais, valor no qual serão acrescidos 500 mil meticais por o corte da madeira em alusão ter sido feito num período de defeso.

A madeira deverá reverter a favor do Estado e será aberto um processo-crime, , disse a nossa fonte. Através dos documentos confiscados juntos com os contentores em causa, os donos da mercadoria são conhecidos. Porém, até ao fecho desta edição ninguém tinha sido preso ou responsabilizado pela prática do acto que lesa o Estado moçambicano em milhões de meticais.

Não é a primeira vez que que quantidades avultadas de madeira são apreendidas em Nacala-Porto. Há quatro meses, outros dois contentores com madeira ilícita foram descoberto naquele porto após terem sido declarados como fibra de algodão.



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