domingo, 21 de maio de 2017

Tertúlias Académicas debatem "Afectos e resistências"

Com o tema “Afectos e Resistências: Sobre a necessidade de lançar o debate intercultural”, decorreu na quinta-feira, 18 de Maio, em Maputo, a quarta sessão do segundo ciclo de palestras, Tertúlias Itinerantes.

A sessão, que decorreu na Fundação Fernando Leite Couto, teve como oradora a investigadora e docente da Universidade Lusófona de Portugal, Lurdes Macedo, tendo sido moderada pelo também docente Augusto Jone, da Universidade Politécnica.

Durante a sua apresentação, feita para uma plateia composta por académicos, Lurdes Macedo explicou que todas as dinâmicas interculturais são tradicionalmente estudadas a partir de um ponto de vista das relações do poder, ou seja, “de quem dominou e quem foi dominado” ou “de qual é a parte mais forte e a menos forte”.

No entanto, e pese embora tenha referido que não se pode abandonar esta ideia, pois a mesma continua sendo central, a oradora propôs, durante a sessão, a introdução de mais dois prismas para a compreensão das dinâmicas interculturais.

“Em primeiro, proponho a análise das relações interculturais a partir de culturas híbridas, ou seja, das dinâmicas de interpretação de culturas, das dinâmicas de integração entre diversas culturas e da criação de novas culturas”, avançou.

Em segundo, Lurdes Macedo propôs a produção e a disseminação do conhecimento, na medida em que, conforme justificou, “quando duas culturas diferentes se encontram, abre-se espaço de descoberta da essência da cultura do outro”.

A introdução destes dois primas, segundo a oradora, contribuiria para que, precisamente, “o debate sobre a interculturalidade seja mais alargado e que os propósitos, das dinâmicas interculturais, sejam ainda mais completos e integrados”.

Em representação da Universidade Politécnica, co-organizadora das Tertúlias Itinerantes, Augusto Jone fez uma análise positiva desta iniciativa, referindo que é fundamental que ela aconteça, pois traz o elemento da discussão para dentro das universidades.

“Os académicos devem continuar a encontrar este ambiente informal, porém dentro do que consideramos ser a formalidade académica, para que possam discutir de forma descontraída vários temas e conceitos científicos”, indicou.

Para Augusto Jone, o exemplo das Tertúlias Itinerantes deve ser replicado por todas as escolas a diferentes níveis, na medida em que, “este ambiente informal ajuda a desenvolver o senso crítico com esta forma descontraída de abordar os assuntos científicos”.

Importar referir que este acontecimento surge na sequência da 2ª edição do ciclo de conferências Tertúlias Itinerantes – Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: Debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global. É uma iniciativa académica que traz, a Maputo, reflexões de investigadores de Moçambique, Brasil e Portugal sobre as dinâmicas da sociedade global.



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