sexta-feira, 7 de julho de 2017

Xiconhoquices da semana: Nova sede do BM; Braço de ferro tropa do Governo e Renamo; Aumento da ...

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Nova sede do BM

É, diga-se em abono da verdade, impressionante a falta de bom senso por parte dos indivíduos que dirigem os destinos deste país. Ao invés de caminharmos para o benefício da população, o Governo da Frelimo tem o péssimo hábito de colocar as carroças a frente dos bois. É o caso p particular da construção da nova sede do Banco de Moçambique, constituída por três edifícios, inaugurada esta semana pelo Presidente da República. A obra custou a astronómica quantia de 315 milhões de dólares norte-americanos. Para um país pobre como nosso onde milhares de moçambicanos se debatem com a falta de unidades sanitárias, escolas e vias de acesso, o Governo tem como prioridade a construção de edifícios luxuosos. A cada dia que passa fica claro que o Governo da Frelimo está a marimbar-se do sofrimento que os moçambicanos enfrentam. Com aquele valor, ter-se-ia construído hospitais e escolas, infra-estruturas essas que o país realmente precisa.

Braço de ferro tropa do Governo e Renamo

O braço de ferro, caracterizado por troca de palavras e acusações, existente entre as forças do Governo e da Renamo já começa a soar à brincadeira de muito mau gosto. Recentemente, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou a retirada de militares em oito regiões do distrito de Gorongosa. Esta informação foi reforçado pelo ministro da Defesa, Salvador M’tumuke, que afirmou, no distrito de Dôa, em Tete, onde Filipe Nyusi se encontrava de visita, que as oito posições das tropas governamentais, que cercavam ou cercam Dhlakama, na Serra da Gorongosa, já tinham sido retiradas. Porém, o líder partido liderado da Renamo, Afonso Dhlakama, disse que as declarações do Chefe de Estado eram falaciosas, pois nenhuma posição das Forças de Defesa e Segurança tinham sido retiradas da Serra Gorongosa, pese embora seja um assunto acordado em Abril deste ano. Na verdade, esta situação demonstra a falta de seriedade de ambas as partes que já estão habituados a entreter os moçambicanos.

Aumento da taxa de ligação de água

Se o acesso à água canalizada já era difícil para as populações moçambicanas, agora a situação piorou, graças ao Governo de Filipe Nyusi. Por alguma carga de água, o Executivo decidiu aumentar em 115% o custo da taxa de novas ligações domiciliárias, uma acção que demonstra claramente a falta de bom senso por que ainda se rege o Governo da Frelimo. Num país em que milhares de moçambicanos necessitam de água potável, ao invés de massificar o acesso, Nyusi e os seus títeres fazem o contrário: empurram os moçambicanos para aderirem aos rios e riachos. O mais caricato é que esta ridícula medida vai atrasar ainda mais o acesso universal e equitativo à água potável segura, que é um dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. Só um Governo insensível e incompetente é capaz de tomar uma decisão desta natureza, nos antípodas do bom senso.



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