quinta-feira, 12 de julho de 2018

Governo pretende reerguer a Escola Nacional de Aeronáutica

Foto de Fim de SemanaO Governo necessita de 300 milhões de meticais para investir na revitalização da Escola Nacional de Aeronáutica (ENA), com vista a responder às novas exigências do mercado de transporte aéreo, com destaque para a formação de pilotos, mecânicos aeronáuticos, controladores do tráfego aéreo, entre outros quadros qualificados.

Neste momento, o maior desafio é a mobilização destes valores junto de potenciais parceiros, que deverão comparticipar não só com recursos financeiros, mas também com conhecimento e experiência para reerguer a única escola de formação aeronáutica do País.

Conforme explicou o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, a aviação civil no País, e não só, está a entrar numa fase de desenvolvimento irreversível, sendo, por isso, urgente explorar integralmente o potencial da ENA, para servir de forma eficiente às reais necessidades de formação da indústria aeronáutica nacional e regional.

“A nossa visão é reerguer uma Escola Nacional de Aeronáutica, com capacidade para formar quadros competentes, cumprindo com todas as normas de certificação e regulamentos internacionais”, disse Carlos Mesquita, que falava na quinta-feira, 12 de Julho, na abertura do seminário de reflexão sobre a revitalização da ENA.

Para o titular do sector de Transportes e Comunicações, a revitalização daquela instituição de formação de técnicos aeronáuticos vai reduzir a dependência de profissionais especializados no estrangeiro, tais como pilotos, mecânicos aeronáuticos, controladores de tráfego aéreo, entre outros.

“As entidades do sector de aviação são obrigadas a recorrer a diversos países, para formação e treinamento dos seus quadros ou contratar formadores qualificados. Este exercício acarrecta custos elevados, para além de constrangimentos de as próprias empresas terem que gerir diferentes formações”, justificou o ministro.

Por isso, o projecto de revitalização da ENA prevê que esta assegure, nos próximos três anos, a implementação de um programa de alto padrão de treinamento de profissionais técnicos de diversas áreas da aviação civil, o fornecimento ao mercado doméstico e regional de profissionais altamente qualificados, para atender à demanda imposta pela evolução do sector, bem como a definição e elevação do padrão de segurança das operações aéreas em Moçambique, para adequá-lo às exigências da autoridade reguladora da aviação civil no País e de organismos internacionais.

Entretanto, por esta matéria não ser do interesse somente do Estado, o seminário de reflexão sobre a revitalização da ENA contou com a presença de representantes de operadores aéreos, aeroportos, fornecedores de serviços de handling, formadores, entre outros intervenientes da indústria aeronáutica para garantir que cada um deles identifique o seu papel no desenvolvimento da capacidade de formação de profissionais da aviação civil.

Dados da indústria de transporte aéreo em Moçambique indicam que há necessidade de formação de cerca de três mil quadros nos próximos dois anos a um custo aproximado de 450 milhões de meticais, sendo 80% deste valor administrado no exterior, cobrindo, para além das propinas, o custo de deslocação, ajudas de custo, alimentação e seguro de viagem.



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