segunda-feira, 31 de julho de 2017

Mulher assassina marido à facada em Tete

Uma jovem de 23 anos de idade está a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Tete, acusada de matar o próprio marido com recurso a uma faca, durante uma briga que se presume ter sido passional.

O crime ocorreu no bairro Francisco Manyanga e a vítima foi socorrida para o hospital mas não resistiu aos ferimentos, tendo perdido a vida.

A mulher, detida na 1a esquadra da PRM naquela cidade, e o malogrado viviam juntos há pelo menos oito anos. Dessa relação nasceram dois filhos, os quais agora irão crescer sem o pai.

Segundo relatos dos familiares da indiciada e do finado, os anos em que o casal viveu junto foram marcados por brigas constantes e algumas desinteligências acabavam em pancadarias. Eles acusavam-se mutuamente de traições conjugais, o que foi confirmado pela suposta homicida.

“Sempre brigávamos. Ele levou uma faca e disse que ia me matar se me visse com um outro homem, porque preferia me ver morta ou ele morto”, disse a jovem.

No dia dos factos, o finado regressou de algures alegadamente bêbado e tentou forçar uma relação sexual com a mulher. A exigência não foi acatada, o que desagradou o homem. Na circunstância, ele pegou numa faca com a qual “ameaçou me assassinar caso recusasse termos relações sexuais”.

“Eu disse que estava de período menstrual e não podíamos ter relações sexuais. Empurrei-lhe e corri do quarto para fora porque ele estava embriagado, drogado e agressivo”, explicou a jovem alegando legítima defesa.

A fonte contou ainda que pediu a ajuda aos vizinhos mas estes recusaram interferir no caso, alegadamente porque o casal brigava sempre e não dava ouvidos a ninguém, apesar das constantes chamadas de atenção para que pautasse pelo diálogo.

Achando-se ignorada pelos vizinhos, a mulher retornou para o interior da casa supostamente no sentido de levar um telefone para pedir socorro aos familiares, mas o marido já estava a sangrar.

Na sua reacção sobre este caso, a Polícia disse que a morte do indivíduo em causa resultou de brigas conjugais. Foi instaurado um auto que já está a seguir os devidos trâmites nas instituições competentes.



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